Friday, October 06, 2006

Deus me perdoe em falar em sorte, pois sei que ela não existe. Mas, vou falar. Que maus ventos!

PRIMEIRO, sofro um ATENTADO À LIBERDADE DE IMPRENSA. É, porque fui ameaçado, em que um elemento quis me coibir de publicar matéria. Ta, que poder tenho eu de parar uma matéria, se sou o último dos repórteres da redação. Ta. Falo para o diretor, ele diz que vai resolver o problema. Ta. Matéria sai com nome dele, dizendo que o repórter André Luiz procurou o acusado e o filho dele deferiu palavras de baixo calão. Aí, no dia seguinte o rapaz vem me procurando no jornal.

A matéria era sobre um PM apontou arma para uma PC. Eu pergunto: Será isto jornalismo? Eu respondo que não. Alguns podem considerar gênero de jornalismo, eu não. Para mim, pode ser subgênero de entretenimento. Porque a publicação de matérias com este teor apenas alimenta apetite de sangue. Não informa, seduz. Entretém. O fato apenas teria importância se repercutisse na sociedade, ofendendo-a. No caso, o crime envolveu apenas os dois policiais e eu querer aferir que toda a corporação é assim é falar mentira. Então, para mim não é jornalismo.

Eu trabalho como jornalista e não vou ficar fazendo este tipo de matéria. Já pus minha cabeça a disposição. Se isto for jornalismo, para mim não serve. Estou me sentindo bucha de canhão, dentro de uma queda de braço entre o diretor do jornal e algumas pessoas da sociedade.

SEGUNDO, novamente extrapolando minhas funções de jornalista, subo num avião para fotografar um lago que está sendo construído (para que não sei, para o jornal que não é), crente de que o diretor de uma empresa como a que trabalho tem total confiança no avião e no piloto. Aí, o cara voa baixo, bate com a roda do avião na água, quebra tudo, não avisa os passageiros. Aterrisa com a roda quebrada, não sabe o que fazer, não avisa a gente. Ora que vi, a roda já estava quebrada, o avião arrastando pela pista e eu já longe.

TUDO ISTO EM MENOS DE UMA SEMANA. FRANCAMENTE.

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