Monday, January 22, 2007

Regras para uma boa vida...


Regra 1:A vida não é fácil; acostume-se com isso.Regra 2:O mundo não está preocu-pado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.Regra 3:Você não ganhará US$ 10.000 por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.Regra 4:Se você acha seu professor rude, espere até ter um Chefe. Ele não terá pena de você.Regra 5:Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.Regra 6:Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.Regra 7:Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são "ridículos". Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.Regra 8:Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido..., RUA !!!!! Faça certo da primeira vez!Regra 9:A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.Regra 10:Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boite e ir trabalhar.Regra 11:Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles.

Wednesday, November 15, 2006


A rotina e a quimera


Sempre se falou mal de funcionários, inclusive dos que passam a hora do expediente escrevinhando literatura. Não sei se esse tipo de burocrata-escritor existe ainda. A racionalização do serviço público, ou o esforço por essa racionalização, trouxe modificações sensíveis ao ambiente de nossas repartições, e é de crer que as vocações literárias manifestadas à sombra de processos se hajam ressentido desses novos métodos de trabalho. Sem embargo, não se terão estiolado de todo, tão forte é, no escritor, a necessidade de exprimir-se, dentro da rotina que lhe é imposta. Se não escrever no espaço de tempo destinado à produção de ofícios, escreverá na hora do sono ou da comida,
escreverá debaixo do chuveiro, na fila, ao sol, escreverá até sem papel – no interior do
próprio cérebro, como os poetas prisioneiros da última guerra, que voltaram ao soneto como
uma forma que por si mesma se grava na memória.
E por que se maldizia tanto o literato-funcionário? Porque desperdiçava os minutos do seu
dia, reservado aos interesses da Nação, no trato de quimeras pessoais. A Nação pagava-lhe
para estudar papéis obscuros e emaranhados, ordenar casos difíceis, promover medidas
úteis, ouvir com benignidade as “partes”. Em vez disso, nosso poeta afinava a lira, nosso
romancista convocava suas personagens, e toca a povoar o papel da repartição com
palavras, figuras e abstrações que em nada adiantam à sorte do público.
É bem verdade que esse público, logo em seguida, ia consolar-se de suas penas na trova
do poeta ou no mundo imaginado pelo ficcionista. Mas, sem gratidão especial ao autor, ou
talvez separando neste o artista do rond-de-cuir, para estimar o primeiro sem reabilitar o
segundo.
O certo é que um e outro são inseparáveis, ou antes, este determina aquele. O emprego do
Estado concede com que viver, de ordinário sem folga, e essa é condição ideal para bom
número de espíritos: certa mediania que elimina os cuidados imediatos, porém não abre
perspectiva de ócio absoluto. O indivíduo tem apenas a calma necessária para refletir na
mediocridade de uma vida que não conhece a fome nem o fausto; sente o peso dos
regulamentos, que lhe compete observar ou fazer observar; o papel barra-lhe a vista dos
objetos naturais, como uma cortina parda. É então que intervém a imaginação criadora, para
fazer desse papel precisamente o veículo de fuga, sorte de tapete mágico, em que o
funcionário embarca, arrebatando consigo a doce ou amarga invenção, que irá maravilhar
outros indivíduos, igualmente prisioneiros de outras rotinas, por este vasto mundo de
obrigações não escolhidas. (...)
Carlos Drummond de Andrade. Passeios na ilha. In: Poesia completa e prosa Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 841.

Friday, October 06, 2006

Deus me perdoe em falar em sorte, pois sei que ela não existe. Mas, vou falar. Que maus ventos!

PRIMEIRO, sofro um ATENTADO À LIBERDADE DE IMPRENSA. É, porque fui ameaçado, em que um elemento quis me coibir de publicar matéria. Ta, que poder tenho eu de parar uma matéria, se sou o último dos repórteres da redação. Ta. Falo para o diretor, ele diz que vai resolver o problema. Ta. Matéria sai com nome dele, dizendo que o repórter André Luiz procurou o acusado e o filho dele deferiu palavras de baixo calão. Aí, no dia seguinte o rapaz vem me procurando no jornal.

A matéria era sobre um PM apontou arma para uma PC. Eu pergunto: Será isto jornalismo? Eu respondo que não. Alguns podem considerar gênero de jornalismo, eu não. Para mim, pode ser subgênero de entretenimento. Porque a publicação de matérias com este teor apenas alimenta apetite de sangue. Não informa, seduz. Entretém. O fato apenas teria importância se repercutisse na sociedade, ofendendo-a. No caso, o crime envolveu apenas os dois policiais e eu querer aferir que toda a corporação é assim é falar mentira. Então, para mim não é jornalismo.

Eu trabalho como jornalista e não vou ficar fazendo este tipo de matéria. Já pus minha cabeça a disposição. Se isto for jornalismo, para mim não serve. Estou me sentindo bucha de canhão, dentro de uma queda de braço entre o diretor do jornal e algumas pessoas da sociedade.

SEGUNDO, novamente extrapolando minhas funções de jornalista, subo num avião para fotografar um lago que está sendo construído (para que não sei, para o jornal que não é), crente de que o diretor de uma empresa como a que trabalho tem total confiança no avião e no piloto. Aí, o cara voa baixo, bate com a roda do avião na água, quebra tudo, não avisa os passageiros. Aterrisa com a roda quebrada, não sabe o que fazer, não avisa a gente. Ora que vi, a roda já estava quebrada, o avião arrastando pela pista e eu já longe.

TUDO ISTO EM MENOS DE UMA SEMANA. FRANCAMENTE.

EU to meio assim,

Raul Seixas - Cowboy fora da lei Raul Seixas e Paulo Coelho Mamãe, não quero ser prefeitoPode ser que eu seja eleitoE alguém pode querer me assassinarEu não preciso ler jornaisMentir sozinho eu sou capazNão quero ir de encontro ao azarPapai não quero provar nadaEu já servi à Pátria amadaE todo mundo cobra minha luzOh, coitado, foi tão cedoDeus me livre, eu tenho medoMorrer dependurado numa cruzEu não sou besta pra tirar onda de heróiSou vacinado, eu sou cowboyCowboy fora da leiDurango Kid só existe no gibiE quem quiser que fique aquiEntrar pra história é com vocês
Cazuza - Ideologiaby CazuzaMEU PARTIDO É UM CORAÇÃO PARTIDO E AS ILUSÕES ESTÃO TODAS PERDIDAS OS MEUS SONHOS FORAM TODOS VENDIDOS TÃO BARATO QUE EU NEM ACREDITO EU NEM ACREDITO QUE AQUELE GAROTO QUE IA MUDAR O MUNDO (MUDAR O MUNDO) FREQUENTA AGORA AS FESTAS DO "GRAND MONDE"MEUS HERÓIS MORRERAM DE OVERDOSE MEUS INIMIGOS ESTÃO NO PODER IDEOLOGIA EU QUERO UMA PRA VIVER IDEOLOGIA EU QUERO UMA PRA VIVER O MEU PRAZER AGORA É RISCO DE VIDA MEU SEX AND DRUGS NÃO TEM NENHUM ROCK 'N' ROLL EU VOU PAGAR A CONTA DO ANALISTA PRA NUNCA MAIS TER QUE SABER QUEM EU SOUPOIS AQUELE GAROTO QUE IA MUDAR O MUNDO (MUDAR O MUNDO) AGORA ASSISTE A TUDO EM CIMA DO MURO MEUS HERÓIS MORRERAM DE OVERDOSE MEUS INIMIGOS ESTÃO NO PODER IDEOLOGIA EU QUERO UMA PRA VIVER IDEOLOGIA EU QUERO UMA PRA VIVER

Tuesday, September 19, 2006

BRINCAR UM POUCO

MANCHETES DO FIM DO MUNDO
A manchete que os jornais irão publicar no último dia do mundo!

The New York Times
O MUNDO VAI ACABAR
Obsservatore Romano
MUNDO ACABA OUTRA VEZ
Times (Londres)
RAINHA TEME VER DIANA DEPOIS DO FIM DO MUNDO
El Pais (Madrid)
SE HÁ GOVERNO NO OUTRO MUNDO, SOMOS CONTRA
Diário de Lisboa
LEIA AMANHÃ COMO O MUNDO ACABOU HOJE
O Globo
GOVERNO ANUNCIA O FIM DO MUNDO
Jornal do Brasil
FIM DO MUNDO ESPALHA TERROR NA ZONA SUL
Folha de Sao Paulo
(ao lado de um imenso gráfico) SAIBA COMO VAI SER O FIM DO MUNDO
O Estado de Sao Paulo
CUT E PT ENVOLVIDOS NO FIM DO MUNDO
Noticias Populares
PSICOPATA MATA A MÃE, DEGOLA O PAI, ESTUPRA A IRMÃ E FUZILA O IRMÃO AO SABER QUE O MUNDO VAI ACABAR!
Tribuna de Alagoas
DELEGADO AFIRMA QUE FIM DO MUNDO SERÁ CRIME PASSIONAL
Estado de Minas
SERÁ QUE O MUNDO ACABA MESMO?
Jornal do Comércio
JUROS FINALMENTE CAEM!
Jornal dos Sports
NEM O FIM DO MUNDO SEGURA O MENGÃO
Correio Brasiliense
CONGRESSO VOTA CONSTITUCIONALIDADE DO FIM DO MUNDO
Gazeta Mercantil
DECRETADA A FALÊNCIA DO FIM DO MUNDO
Jornal da Tarde
FIM DO MUNDO. E DAÍ?
Gazeta Esportiva
CRUZEIRO DESFALCADO PARA O FIM DO MUNDO
Folha Universal (do Bispo Edir Macedo)
PAGUE O DÍZIMO ANTES DE PARTIR
Veja
EXCLUSIVO! ENTREVISTA COM DEUS
- Por que o apocalipse demorou tanto?
- Especialistas indicam como encarar o fim do mundo.
- Paulo Coelho: "O profeta viu o fim do mundo e chorou".
Nova
O MELHOR DO SEXO NO FIM DO MUNDO
Playboy
NOVA LOIRA DO TCHAN: UM APOCALIPSE DE SENSUALIDADE
Info (Exame)
100 DICAS DE COMO APROVEITAR O WINDOWS THE END!
Época
ATÉ O FIM DO MUNDO SUA REVISTA "ÉPOCA" ESTARÁ CUSTANDO R$ 2,80
Guia de Programação NET
EXCLUSIVO: O FIM DO MUNDO NA GNT
Sexy
COMO TRANSAR NO ALÉM
SuperInteressante
DO BIG BANG AO FIM DO MUNDO
Casa Cláudia
COMO DECORAR A SUA CASA PARA O FIM DO MUNDO
Diário Oficial (Campinas)
PREFEITO DESAPROPRIA BARRANCO PARA MORRER ENCOSTADO
Diário Oficial da União
PRESIDENTE FAZ A SUA ÚLTIMA VIAGEM
Diário Oficial da Justiça
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONDENA O FIM DO MUNDO
Diário do Congresso
ACABOU A MAMATA

Saturday, September 09, 2006

Sou eu

Já há muito tempo reflito sobre o porquê não escrevo mais. Eu notei que não me sentia bem escrevendo. Este exercício doído de por para fora tudo o que tem aqui dentro do meu peito estava produzindo monstros de desespero e morbidez. Eu acho que fiz um favor a humanidade guardar tantos pensamentos lúgrubes para mim mesmo. Mas a roda da vida deu mais uma lambada e despedaçou tudo. Hoje o mundo é bonito. Hoje compensa escrever. Sei que ainda vai demorar um pouco purgar sombras em minha alma, mas lentamente os dias me colocam situações nas quais raios luminosos tomam minha alma e me fazem cantar. Tenho cantado! Acho que enfim posso escrever, acho que pus a casa em ordem.

Saturday, July 29, 2006

A política ideal é a das discussões, dos argumentos. Não vi isto na visita do Maquito (28 de julho), mas de certa forma pareceu que as coisas estavam indo no caminho certo. O político chegou, subiu no banco e falou à multidão. Coisa simples. O problema é que se tornou a Praça da República um comício e o pobre banco tornou-se palco. Aí a multidão ficou em torno dele, pisoteando a grama da praça – que não é barata – e tumultuando o centro de São Luís. É bom campanha política, mas uma campanha séria, não improvisação, que só tira a nossa calma e destrói patrimônio público.

Ando meio romântico estes dias...

Funções dos jornalistas

É lindo...
e até romântico o jornal que tem bonitinho todos estes cargos. Na prática, acumulamos vários deles, aí fazemos um trabalho mais ou menos, que será consumido mais ou menos. nesta vidinha mais ou menos, porque exigir um profissional formado, se um mais ou menos é mais barato.
Foda é esta profissão que não tem órgão algum para defender o profissional. Estamos a mercê da própria sorte.